quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Não tenho tempo para ter depressão!


É comum ouvirmos essa frase em conversas informais. Embora, de alguma forma ela pode fazer sentido (refletiremos sobre isso mais à frente), também é óbvio que só quem a repete é quem nunca viveu este fantasma.

Depressão é considerada a doença do século. Isso não significa que não existia antes, mas apenas que não vinha à tona e nem era tratada. No entanto, de alguns anos pra cá, tem sido reconhecida pelas pessoas comuns, ou seja, amigos, colegas de trabalho e familiares.

Ela se manifesta por inúmeros fatores, inclusive por tendência genética. Porém pode haver gatilhos no dia a dia que iniciem um processo sintomático. E quando isso acontece, quem se aproxima quer ajudar tentando “botar o cara pra cima”.

Dizer pra uma pessoa deprimida que ela deve se motivar não tem efeitos positivos. Fará apenas com que o sujeito se feche ainda mais, reforçando a ideia de que é incompreendido. Por outro lado, a empatia e a solidariedade abrem os canais de comunicação, permitindo estabelecer confiança.

Clarisse Lispector já citava o silêncio em seus textos como um grande tormento, fato que nos lembra que mente vazia é a oficina do diabo. Portanto, buscar outras atividades e desviar a atenção pode fazer a mente trocar de canal. Se nossa mente sintonizar o “canal do Datena” vai somente pensar coisas ruins.

É comum o sujeito em depressão ter insônia e pensar nos problemas no meio da noite, sonolento, estado em que a mente mais absorve as “nossas verdades”. Esse pensamento negativo é causa e consequência da doença e a sua continuidade reforça ainda mais esse mal.

Se entreter com boas leituras, atividades recreativas e ações prazeirosas ajudam na recuperação. Normalmente, a situação real não é tão ruim quanto o cara imagina, até porque ele antevê possibilidades catastróficas que não necessariamente acontecerão. Ou seja, são apenas riscos e não realidade, mas como a mente não diferencia o pensamento e a realidade, o sofrimento é intenso.

Na prática, o melhor a ser feito é procurar ajuda profissional. Mas seja qual for o tratamento utilizado, não deixe de “trocar de canal” e tentar não oferecer seu tempo, de graça, para ter depressão.

Postado originalmente por Aguinaldo Oliveira em 12/12/2017 em Portal Novo Dia.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Amigos: muitos e bons!


Não há nenhum erro de digitação no título, é isso mesmo! Embora você esteja acostumado a ler algo diferente, levando a crer que precisa ter poucos amigos desde que eles sejam fiéis. Este texto busca mudar a sua opinião, afinal, absolutamente, não há necessariamente nenhuma relação entre a qualidade e a quantidade.

Talvez as pessoas pensem isso porque quem tem muitos amigos certamente não tem tempo de ver a todos. Mas também é mito acreditar que para um amigo ser bom ele precisa se encontrar conosco semanalmente. O amigo pode ser verdadeiro mesmo sem nunca ter ido a sua casa. No século XXI pode ser, inclusive um amigo virtual.

Tem os que somente consideram amigos os que pensam igual. Pra ser meu amigo o cara precisa votar no mesmo partido, ter a mesma religião, gostar do mesmo tipo de música… mas aí você está exigindo uma cópia sua e deixando de observar que as pessoas têm o direito de ter seus livres pensamentos e que o amigo deve respeitar isso. A diversidade de ideias somente enriquece o debate e a sua cultura.

Evitar pessoas por timidez é totalmente aceitável e devemos respeitar esse comportamento. Porém é importante dizer que o fato de alguns não se sentirem bem ao lado de pessoas não tão íntimas não significa que deve se afastar totalmente delas. Basta mante-las em seu ciclo e ter o mesmo desejo de ajudar quando sentir que pode.

Para ter muitos amigos e ainda assim manter os bons, você pode até definir suas relações por classes. Não precisa por no caderninho e nem nominá-los, embora seja natural que você se identifique mais com uns do que com outros. Faça a sua parte e seja solidário com todos sem pensar em levar nada em troca. Agindo assim, no momento do aperto, sempre haverá alguém para te estender a mão.

Deseje sempre aumentar o seu networking. Como diz Roberto Carlos, você pode ter um milhão de amigos, desde que tenha um coração grande para que todos caibam e uma exigência tolerante, para não julga-los pelos seus conceitos.

Se quer ter uma boa rede de relacionamento, Não faça as famosas “faxinas” nas suas redes sociais. Quando você precisar, a ajuda pode vir de quem pensa completamente diferente de voce. Esse alguém pode ser o cara que você menos espera, mas que você manteve em sua listinha… e que talvez nunca tenha visto pessoalmente.

Postado Originalmente em 04 de Dezembro de 2017, por Aguinaldo Oliveira em Portal Novo Dia.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Consulte sempre um especialista


O mundo de hoje deixa as pessoas muito confusas. Existe técnica para tudo… Técnica pra vender, técnica pra não comprar, pra influenciar, pra liderar, pra negociar e pra um monte de coisas que a gente nem imagina. Além disso, há muitos boatos publicados irresponsavelmente na internet… “10 motivos para você nunca mais consumir tal comida” ou “Especialistas condenam tal hábito”. E o pior é que na maioria das vezes as pessoas acreditam e replicam, emprestando a sua credibilidade à um artigo que não tem nenhuma.

Além disso, as pessoas têm padrão de comportamento diferente, seja pela sua idade e em decorrência dos costumes de sua geração, seja pela sua personalidade mais metódica, executora, racional ou agregadora. Essas diferenças comportamentais são responsáveis pela maioria dos conflitos familiares, corporativos ou mesmo no condomínio, rua ou comunidade onde você mora. Porém, quando queremos buscar um resultado elevado de vida, não podemos ficar esperando que “as coisas” deem certo ou que elas se encaixem sozinhas, mas sim precisamos encaixa-las.

E a melhor forma de fazer isso é emprestando o conhecimento de pessoas que já passaram por aquilo e se deram bem. Pessoas que estudaram, que executaram e, principalmente, que trazem resultados positivos naquilo que queremos fazer, seja na escola, na faculdade, na profissão ou mesmo no nosso relacionamento pessoal. Há trabalhos sérios com profissionais treinados para isso.

Especialistas são os advogados para o direito, os psicólogos ou coaches para o comportamento, os profissionais de recolocação para ajudarem numa eventual mudança de carreira ou empresa, assim como há especialistas para treinamento em diversos setores das organizações, que podem ajudar o empresário a formar uma equipe de mais alta performance.

De uma maneira geral, o tempo que se perde tentando acertar os resultados pela “tentativa e erro” é muito mais caro do que o honorário que se paga a um especialista para ele te acompanhar e ensinar a fazer. A teoria do “faça você mesmo” somente é interessante se ainda houver tempo ou recursos para consertar o que eventualmente saia errado. Mais seguro que isso é aprender com quem sabe pra poder fazer ou replicar corretamente, se tiver tempo e desejo. Se não, continue consultando sempre um especialista.

Postado originalmente por Aguinaldo Oliveira em 21/11/2017 em Portal Novo Dia

sábado, 9 de dezembro de 2017

A sensação de insegurança é maior que a insegurança


Histórias de violência a gente ouve todos os dias. Notícias de crimes, conflitos, guerras estão cada vez mais na mídia. Mas a pergunta é se realmente o mundo está mais violento ou se o alcance da informação que está mais eficiente.

Quando falo em informação, além de noticiários, percebam que o cidadão de hoje carrega consigo um aparelhinho igual a este que você está manipulando ao ler esta crônica. Seja um notebook, um tablet ou um smartphone, é quase que certo que ele te acompanha pra todos os cantos onde você vai. O Facebook mostra em tempo real quem morreu, o grupo do WhatsApp traz um boato que corre há anos na internet como se fosse verdadeiro e fresquinho… e o pior: as pessoas acreditam e replicam. Ouvi do meu amigo Clebio Mach que “a maior guerra que vivemos hoje é a da informação, que traz mentiras com reluzentes roupas de verdade”.

O Smartphone é o novo canivete suíço, que substitui quase todas as outras ferramentas: despertador, calculadora, câmera, horóscopo, previsão do tempo e inclusive faz ligações telefônicas. Não há mais paz. Não há mais cochilo da tarde, pois o “zapzap” apita e te desafia a ver o vídeo da motocicleta pegando fogo. A noite, o celular ficará carregado na tomada ao lado da cama, sensível a qualquer tremidinha. O seu chefe irá te achar, o seu cliente poderá reclamar, a notícia ruim tende a chegar. E se não chegar você ficará nervoso também, tentando, que nem um doido, atualizar a página… Se o homem já dormia de olhos abertos na idade média, por conta das expectativas de uma invasão, imagina agora, que a invasão é virtual…

Há momentos em que o melhor a se fazer é desligar… Desligar todos os aparelhos da casa, desligar as redes sociais, desligar da roda de fofoca do condomínio e, principalmente, se desligar e se destrair… seja na piscina do sítio em um final de semana ou no churrasco na laje, com os amigos do peito, onde a única coisa que merece ser ligada ainda não foi substituída pelas funções do iPhone, que é a churrasqueira.

Postado Originalmente por Aguinaldo Oliveira em Portal Novo Dia

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Você sabe o que é Catastrofismo?


Normalmente classificamos as pessoas como otimistas ou pessimistas, como se fosse simplesmente uma questão cultural de cada um. Mas a psicologia traz muito mais sobre este comportamento e explica porque há tanto “herói cansado” por aí vivendo em intensa ansiedade, querendo coisas boas, mas prevendo coisas ruins. Concluem que, por mais que se esforcem intensamente, a “coisa não vai pra frente”. Se este é seu caso, acalme-se, pois boa parte disso tudo é fake.

Vamos explicar tecnicamente o que realmente acontece: o mundo de hoje é uma competição sem fim, todos precisamos cuidar dos nossos resultados sempre com o olho no que está fazendo o nosso concorrente. Esse clima de constante risco nos faz sobrecarregar, diminuindo as horas de sono e consequentemente a sua qualidade. A falta do sono reparador (muito comum em pessoas que lidam com grandes responsabilidades) faz com que o cérebro não produza ou reponha os neurotransmissores necessários para nosso bem estar.

Neurotransmissores são substâncias químicas produzidas pelos neurônios com o objetivo de carregar informações de uma célula para a outra e, falando simplificadamente, responsáveis pelas nossas sensações, em especial, as de felicidade. Um desses neurotransmissores se chama Seratonina e na falta dela, a gente interrompe o processo e fica adepto a “Lei de Murphy”, visualizando tudo que pode dar errado como algo iminente. Este é o catastrofismo, um momento da sua vida em que você tem tudo pra dar certo, mas só consegue pensar no que pode dar errado.

Nesta fase, o indivíduo passa a sofrer com sintomas físicos, também conhecidos como “doenças psicossomáticas”. Dores de cabeça, de estômago, náuseas, descontrole do intestino são os sintomas mais frequentes. Como isso não derruba os guerreiros, vem as síndromes de ansiedade, pânico e, por fim, a depressão. Porém, antes que realmente aconteça é fundamental tomarmos consciência e mudarmos.

Há casos em que a simples “caída de ficha” já é suficiente para a virada, mas se não funcionar contigo, não hesite em procurar ajuda. Uma boa terapia ou orientação médica resolve em 100% dos casos, seja através da mudança de comportamento ou de medicamentos temporários e totalmente inofensivos, permitindo o sujeito retomar sua vida normal e sua verdadeira capacidade e competência.


Antes que você pense em abandonar carreira, empresa ou profissão, saiba que isso não vai resolver, pois deprimido você não terá confiança nem mesmo pra vender coco na praia. Tome coragem e vitamine-se, trate o que está te matando e, principalmente, durma. E durma tranquilo, pois as catástrofes previstas são todas fake!

Postado originalmente por Aguinaldo Oliveira em Portal Novo Dia.

sábado, 21 de outubro de 2017

Geração “X”, o Retorno!


Sou nascido em 1972 e tive meu primeiro emprego aos 13 anos. A minha geração desbravou o mercado de trabalho da época, vivendo uma série de mudanças. Vou escrever um pouco sobre isso... prometo que vai ser legal:

Nós, os “X”, vivemos o desemprego dos anos 80, a informalidade e as promessas dos anos 90, vivemos a instabilidade econômica e a inflação de quase 100% ao mês. Vivemos o Over Night e a URV. Aprendemos a trabalhar com máquinas de escrever e de um dia para o outro tivemos que aprender a usar os computadores. Aqueles com monitores enormes que exigiam muito espaço físico. Mobilidade zero... não tinha essa de “fechar a tela e levar o trabalho pra terminar em casa”. Nós descobrimos que precisávamos de ferramentas mais práticas e elas vieram. Então apresentamos essas ferramentas aos nossos filhos, já lá no jardim da infância.

Foi aí que o monstro começou a engolir seus criadores. A geração “Y” chegou no meio da revolução, não precisou quebrar nenhum paradigma, afinal era jovem e ainda não tinha construído nenhum. Mas eles sentaram na janelinha e se lançaram a dar aulas de como se viver uma vida moderna e independente. Algo do tipo: “me dá a empresa aí que eu vou cuidar”. E nós, os “X”, começamos a nos sentir velhos e ultrapassados, pois a economia estava bombando e esses caras surfavam na crista da onda. Eles não tinham nenhuma dúvida de nada, sabiam tudo, não precisavam de experiências anteriores, pois elas estavam disponíveis no Google e, a única experiência que lhes interessava era a de viver em novos lugares todos os dias... o pleno emprego do início da década proporcionou isso.

Enquanto a minha geração foi sendo dizimada do mercado formal e forçada a se virar e “desenvolver” todo o seu talento empreendedor nos food trucks, os mais jovens desenvolviam este talento nas startups. Só que, sem saber, eles, os mais jovens guardavam um “calcanhar de Aquiles”. Eles não tinham vivido nenhuma crise e não sabiam como era uma. O Google contava sobre a crise com uma certa soberba, dando a entender que os “titios” sofreram por não terem sabido lidar com aquilo... “eles não tinham informações suficientes”, pensavam eles sobre nós.

E foi bem aí que a nova Crise veio. Era a Crise2.0 do novo milênio, banhada a teorias da conspiração via redes sociais. Todo mundo lia algo no facebook e saia repetindo aquilo com todas as suas forças pela web. Alguns dizendo que crise somente seria um problema para os ricos, outros afirmando que seria um problema geral. Muitas empresas quebraram e outras encolheram para não quebrar. A geração “Y” entrou em depressão por não conseguir lidar com a escassez e a geração “X” viu, finalmente uma oportunidade de voltar a ativa, ainda que fosse para os consolar.

Agora estão trazendo de volta os velhos comandantes. Aqueles generais do passado estão sendo tirados de suas aposentadorias para serem consultores. Eles também mudaram e aprenderam muito... estão mais humanos e menos mandões, aprenderam certas gentilezas e perceberam que não se ganha nada mais no grito. Por sua vez, as grandes corporações entenderam que, para dirigir o Boeing (como disse o Merluzzi), precisa ter experiência. A geração “Y” aceitou isso e entendeu que pode fazer uma bela dobradinha com os “velhinhos” onde todos podem ter vantagens.

Resultado: bom para todos. Só que o mercado ainda está parado. Portanto, não podemos perder tempo discutindo o sexo dos anjos. Vamos em frente, pois temos um Boeing pra recolocar no ar. E tem que ser rápido, pois tá chegando uma molecada nova a idade adulta e eles são hoje os nossos passageiros. Precisamos cuidar da segurança e do conforto deles, exatamente nesta ordem de prioridade.

Aguinaldo Oliveira (aguinaldocps)
Coach, Empresário e Apresentador de TV.
Canal Café Corporativo

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Receita, Lucro e Prejuízo: onde devo ter atenção?


Nesta semana, Aguinaldo responde a perguntas dos seguidores do Blog. Não perca, pois as dúvidas deles podem ser parecidas com as suas.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Mandar tudo para o Beleléu...


Quem nunca teve vontade de mandar tudo para o "beleléu"???
Você já teve os seus 5 minutos de explosão?
Então agora assista a este vídeo.

terça-feira, 28 de março de 2017

Trabalhe bem, mesmo que não seja no emprego dos seus sonhos


Tenho ouvido alguns relatos de pessoas que não conseguem se recolocar, profissionalmente, nem na sua profissão escolhida e nem em outra. 

Se você conhece alguém que vive esta dificuldade, apresente este video.

sábado, 25 de março de 2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

Paradigmas do Empresário Ultrapassado


Envie este video para algum amigo que poderia ser mais... aberto. Paradigmas corporativos, historicamente, patrocinam o retrocesso. Confira!

quinta-feira, 16 de março de 2017

Dificuldade com Idiomas


Se você tem dificuldades com algum idioma, ouça esta dica de um especialista. Quebre este paradigma e dê uma chance ao seu ouvido!

segunda-feira, 13 de março de 2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017